BRASÍLIA — A advogada Joana D’ Arc Valente Santana pediu a
intervenção da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), da Presidência
da República, na Polícia Militar do Acre para apurar uma série de crimes que
estariam sendo praticados na corporação. Os crimes incluem o ingresso ilegal de
policiais, tortura psicológica e moral seqüenciadas, perseguição e até
discriminação a deficiente físico. O caso será também levado às Comissões de
Direitos Humanos da Câmara e do Senado e à ONG Justiça Global, informou a
advogada à Agência Amazônia.
Pelos cálculos da advogada, a Polícia Militar do Acre possui
atualmente em seus quadros mais de sessenta militares irregulares. São em sua
maioria oficiais de alta patente e, alguns deles, recebem vantagens e
condecorações que, legalmente, seriam destinadas aos militares que prestaram
concurso e passaram de forma lícita e com boa pontuação.
As fraudes começaram no ano de 1996. O então comandante da
corporação, coronel Aureliano Pascoal, aprovou e determinou por ato
administrativo — o boletim geral 050 — a matrícula de 13 candidatos aos quadros
da Polícia Militar que, segundo Joana D’Arc, sequer prestaram concurso público,
mas tiveram seus nomes incluídos na lista final de aprovados.
Segundo a advogada, muitos dos militares que apareceram
entre os “aprovados” não fizeram sequer a inscrição. Eles entraram na vaga de
outras pessoas que estavam devidamente inscritas. É o que demonstra a inscrição
de número 2003. A listra oficial traz a inscrição de Líbio Armstrong Pereira
Caruta, mas, no resultado final, surge o nome de Carlos Augusto da Silva
Medeiros — hoje capitão e com direito às promoções de praxe da corporação.
Para Joana D’ Arc, a fraude que envolve o capitão Negreiros
é a mais gritante de todos. A advogada diz que, mesmo sem fazer qualquer prova
ligada ao concurso 001/95, o hoje capitão Negreiros apareceu classificado em
34º lugar, com 92 pontos. Outros 12 oficiais da PM acreana também foram
incluídos no “trem da alegria” patrocinado na corporação.
SEM PROVIDÊNCIAS
Em 2001, o Ministério Público Estadual toma conhecimento da
fraude por meio de uma ação civil pública impetrada por candidatos que se
sentiram prejudicados. À época, o então corregedor-geral de Justiça Oswaldo
d’Albuquerque Lima mandou abrir inquérito para apurar o caso.
Passados oito anos e, mesmo diante das fartas provas, o MPE
ainda não ajuizou uma ação civil pública na Justiça estadual. A justificativa
para a demora seria o grande número de recursos ao processo quando o mesmo se
encontrava na Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio. Além disso, o
MPE argumenta que, após deixar a promotoria especializada, o caso ainda passou
pela análise de outras três promotorias.
A promotora Mary Theodoro prometeu, em julho do ano passado,
ingressar com a ação na Justiça. A ação passou a tramitar na 2ª Vara da Fazenda
Pública de Rio Branco, oito anos os militares ingressarem ilegalmente na
Polícia Militar do Acre, mas ainda não há uma decisão.
Em função dessa demora, a advogada Joana D’ Arc Valente
Santana — também ativista de Direitos Humanos no Acre — resolveu apelar aos
órgãos federais. As constantes ameaças aos militares dispostos a denunciar as
irregularidades na Polícia Militar do Acre também motivaram a advogada a levar
o caso ao conhecimento das autoridades federais.
Capitão João da Cruz Santana Filho perdeu a mão direita por
causa da explosão de uma granada /DIVULGAÇÃO Tortura psicológica e ameaças
BRASÍLIA — Enquanto oficiais irregulares são promovidos e
recebem uma série de benesses na Polícia Militar do Acre, a situação é
dramática para àqueles que sofreram acidente em serviço. Estes, em vez de
apoio, são torturados psicológica e moralmente pelo governo do Acre e os
comandantes da corporação ao longo desses últimos oito anos. De 1998 para cá, o
Acre é governado pelo PT.
O Caso de maior flagrante desrespeito aos direitos humanos
envolve o capitão PM João da Cruz Santana Filho. No dia 16 de janeiro de 2001,
o então ,Tenente Santana participa de uma Operação Militar, para conter uma Rebelião no
interior do Presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco (AC), e tem a
mão direita MUTILADA, pela Explosão de uma Granada. De lá para cá, Santana já se
submeteu a muito mais de 15 Cirurgias Reparadoras — tanto na direita quanto na mão esquerda.
Com as ' mutilações definitivas ', o Capitão João da Cruz
Santana Filho — que é destro — tornou-se, então, deficiente físico. Assim, o Militar passou a Requerer da Polícia Militar os seus direitos legais. Sua Principal Reivindicação é a rReclassificação por Preterição, uma vez que fôra
aprovado em 2º lugar no Concurso Público de oOficiais Combatentes Masculinos em
1996. Todos os pleitos em juízo e no âmbito administrativo foram ignorados
pelos gestores Institucionais.
A irmã de Santana, a advogada Joana D’ Arc Valente Santana, encaminhou no dia 4 de julho de 2008 rRequerimento ao Comandante da Polícia
Militar, o então, Coronel Romário Barbosa Gonçalves, na tentativa de resolver a situação
pela ' via administrativa'. Passados sSete meses, o cComando da Corporação sequer
deu resposta ao pedido. “Por essa razão, resolvi apelar aos órgãos federais”,
disse Joana D’Arc, na defesa de seu irmão.
Deficiente da mão direita, Capitão Santana agora teve que fazer cirurgia também na mão esquerda .E continua sendo tratado como um “Câncer na Corporação”.
“Ano após ano, eEu e meu Irmão fomos torturados psicologicamente”, diz a advogada na Denúncia à Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Mesmo doente, Joana D’Arc procurou por diversos meios legais e pacíficos uma solução para o problema do irmão, mas não obteve êxito. Da última vez que procurou o Comandante da PMà Época, [coronel Romário Célio], a advogada ouviu dele que “o requerimento está com o chefe”. O “chefe” ao qual Célio se referia é o governador do Acre, Binho Marques (PT), Sucessor de Jorge Viana ( PT ).
Diante do insucesso nas suas tentativas, a advogada recorreu aos meios de comunicação e denunciou as promoções ilegais na PM. “A partir daí, a perseguição a mim e ao meu irmão tornou-se ostensiva e implacável”, relata Joana D’Arc. O comando da PM determinou a abertura de sindicância contra seu irmão, o Capitão Santana, “para perseguí-lo em função das minhas entrevistas nos meios de comunicação locais”. Um dos oficiais responsáveis pela sindicância teria afirmado que “o Capitão Santana deveria ser tratado como um câncer dentro da corporação”.E, assim vem sendo, ano após ano desde o Governo de Jorge Viana até a atual Governança do Seu Também Irmão, Sebastião Viana.
“Isso é um absurdo. Vamos brigar pelos nossos direitos onde for preciso”, desabafa Joana D’Arc, ao defender uma Auditoria da Polícia Militar do Acre. A advogada sustenta que a Auditoria é necessária porque o alto escalão do oficialato da PM acreano, a maioria R2 do Exército Brasileiro, também entrou na corporação sem Concurso Público.OFICIALATO de MILICIANOS JANELEIROS., que Respondem a Ação Civil Pública Nº 0016220 - 90. 2008 . 01 . 0001
FAMÍLIA PERSEGUIDA
Joana D’Arc e o irmão são filhos do Magistrado, João da Cruz Santana, falecido recentemente. Mesmo assim, a advogada conta que a família é perseguida implacavelmente pelos atuais mandatários do Acre. “No Judiciário, por exemplo, todas as minhas ações travam”,diz. .



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