segunda-feira, 18 de agosto de 2014

JOANA D’ARC PEDE INTERVENÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO ACRE



BRASÍLIA — A advogada Joana D’ Arc Valente Santana pediu a intervenção da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), da Presidência da República, na Polícia Militar do Acre para apurar uma série de crimes que estariam sendo praticados na corporação. Os crimes incluem o ingresso ilegal de policiais, tortura psicológica e moral seqüenciadas, perseguição e até discriminação a deficiente físico. O caso será também levado às Comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado e à ONG Justiça Global, informou a advogada à Agência Amazônia.

Pelos cálculos da advogada, a Polícia Militar do Acre possui atualmente em seus quadros mais de sessenta militares irregulares. São em sua maioria oficiais de alta patente e, alguns deles, recebem vantagens e condecorações que, legalmente, seriam destinadas aos militares que prestaram concurso e passaram de forma lícita e com boa pontuação.

As fraudes começaram no ano de 1996. O então comandante da corporação, coronel Aureliano Pascoal, aprovou e determinou por ato administrativo — o boletim geral 050 — a matrícula de 13 candidatos aos quadros da Polícia Militar que, segundo Joana D’Arc, sequer prestaram concurso público, mas tiveram seus nomes incluídos na lista final de aprovados.

Segundo a advogada, muitos dos militares que apareceram entre os “aprovados” não fizeram sequer a inscrição. Eles entraram na vaga de outras pessoas que estavam devidamente inscritas. É o que demonstra a inscrição de número 2003. A listra oficial traz a inscrição de Líbio Armstrong Pereira Caruta, mas, no resultado final, surge o nome de Carlos Augusto da Silva Medeiros — hoje capitão e com direito às promoções de praxe da corporação.

Para Joana D’ Arc, a fraude que envolve o capitão Negreiros é a mais gritante de todos. A advogada diz que, mesmo sem fazer qualquer prova ligada ao concurso 001/95, o hoje capitão Negreiros apareceu classificado em 34º lugar, com 92 pontos. Outros 12 oficiais da PM acreana também foram incluídos no “trem da alegria” patrocinado na corporação.

SEM PROVIDÊNCIAS

Em 2001, o Ministério Público Estadual toma conhecimento da fraude por meio de uma ação civil pública impetrada por candidatos que se sentiram prejudicados. À época, o então corregedor-geral de Justiça Oswaldo d’Albuquerque Lima mandou abrir inquérito para apurar o caso.

Passados oito anos e, mesmo diante das fartas provas, o MPE ainda não ajuizou uma ação civil pública na Justiça estadual. A justificativa para a demora seria o grande número de recursos ao processo quando o mesmo se encontrava na Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio. Além disso, o MPE argumenta que, após deixar a promotoria especializada, o caso ainda passou pela análise de outras três promotorias.

A promotora Mary Theodoro prometeu, em julho do ano passado, ingressar com a ação na Justiça. A ação passou a tramitar na 2ª Vara da Fazenda Pública de Rio Branco, oito anos os militares ingressarem ilegalmente na Polícia Militar do Acre, mas ainda não há uma decisão.

Em função dessa demora, a advogada Joana D’ Arc Valente Santana — também ativista de Direitos Humanos no Acre — resolveu apelar aos órgãos federais. As constantes ameaças aos militares dispostos a denunciar as irregularidades na Polícia Militar do Acre também motivaram a advogada a levar o caso ao conhecimento das autoridades federais.
Capitão João da Cruz Santana Filho perdeu a mão direita por causa da explosão de uma granada /DIVULGAÇÃO Tortura psicológica e ameaças

BRASÍLIA — Enquanto oficiais irregulares são promovidos e recebem uma série de benesses na Polícia Militar do Acre, a situação é dramática para àqueles que sofreram acidente em serviço. Estes, em vez de apoio, são torturados psicológica e moralmente pelo governo do Acre e os comandantes da corporação ao longo desses últimos oito anos. De 1998 para cá, o Acre é governado pelo PT.

O Caso de maior flagrante desrespeito aos direitos humanos envolve o capitão PM João da Cruz Santana Filho. No dia 16 de janeiro de 2001, o então ,Tenente Santana participa de uma Operação Militar, para conter uma Rebelião no interior do Presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco (AC), e tem a mão direita MUTILADA, pela Explosão de uma Granada. De lá para cá, Santana já se submeteu a muito mais de  15 Cirurgias Reparadoras — tanto na direita quanto na mão esquerda.

Com as ' mutilações definitivas ', o Capitão João da Cruz Santana Filho — que é destro — tornou-se, então, deficiente físico. Assim, o Militar passou a Requerer da Polícia Militar os seus direitos legais. Sua Principal Reivindicação é a rReclassificação por Preterição, uma vez que fôra aprovado em 2º lugar no Concurso Público de oOficiais Combatentes Masculinos em 1996. Todos os pleitos em juízo e no âmbito administrativo foram ignorados pelos gestores Institucionais.

A irmã de Santana, a advogada Joana D’ Arc Valente Santana, encaminhou no dia 4 de julho de 2008 rRequerimento ao Comandante da Polícia Militar, o então, Coronel Romário Barbosa Gonçalves, na tentativa de resolver a situação pela ' via administrativa'. Passados sSete meses, o cComando da Corporação sequer deu resposta ao pedido. “Por essa razão, resolvi apelar aos órgãos federais”, disse Joana D’Arc, na defesa de seu irmão.


Deficiente da mão direita, Capitão Santana agora teve que fazer cirurgia também na mão esquerda .E continua sendo tratado como um “Câncer na Corporação”.
“Ano após ano, eEu e meu Irmão fomos torturados psicologicamente”, diz a advogada na Denúncia à Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Mesmo doente, Joana D’Arc procurou por diversos meios legais e pacíficos uma solução para o problema do irmão, mas não obteve êxito. Da última vez que procurou o Comandante da PMà Época, [coronel Romário Célio], a advogada ouviu dele que “o requerimento está com o chefe”. O “chefe” ao qual Célio se referia é o governador do Acre, Binho Marques (PT), Sucessor de Jorge Viana ( PT ).

Diante do insucesso nas suas tentativas, a advogada recorreu aos meios de comunicação e denunciou as promoções ilegais na PM. “A partir daí, a perseguição a mim e ao meu irmão tornou-se ostensiva e implacável”, relata Joana D’Arc. O comando da PM determinou a abertura de sindicância contra seu irmão, o Capitão Santana, “para perseguí-lo em função das minhas entrevistas nos meios de comunicação locais”. Um dos oficiais responsáveis pela sindicância teria afirmado que “o Capitão Santana deveria ser tratado como um câncer dentro da corporação”.E, assim vem sendo, ano após ano desde o Governo de Jorge Viana até a atual Governança do Seu Também Irmão, Sebastião Viana.
“Isso é um absurdo. Vamos brigar pelos nossos direitos onde for preciso”, desabafa Joana D’Arc, ao defender uma Auditoria da Polícia Militar do Acre. A advogada sustenta que a Auditoria é necessária porque o alto escalão do oficialato da PM acreano, a maioria R2 do Exército Brasileiro, também entrou na corporação sem Concurso Público.OFICIALATO de MILICIANOS JANELEIROS., que Respondem a Ação Civil Pública Nº 0016220 - 90. 2008 . 01 . 0001

FAMÍLIA PERSEGUIDA

Joana D’Arc e o irmão são filhos do Magistrado, João da Cruz Santana, falecido recentemente. Mesmo assim, a advogada conta que a família é perseguida implacavelmente pelos atuais mandatários do Acre. “No Judiciário, por exemplo, todas as minhas ações travam”,diz. .

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